SAIBA
COMO SE PREVENIR CONTRA A INFLUENZA A (H1N1) - GRIPE SUÍNA
Em
agosto, publicamos uma matéria trazendo in-formações
sobre a gripe suína, também chamada de Influenza
A (H1N1). A transmissão dessa doença respiratória
ocorre de pessoa a pessoa, principal-mente por meio da tosse
ou espirro e do contato com secreções respiratórias
de pessoas infectadas. O au-mento no número de casos
e a tomada de medidas preventivas, como a suspensão das
aulas na rede pública estadual, tem causado insegurança
e gerado muitas dúvidas. Por isso, apresentamos, a seguir,
as perguntas mais comuns feitas ao Ministério da Saúde
sobre a doença. Acompanhe as respostas:
1-
Há transmissão do vírus no Brasil ou ele
vem de outros países?
Desde 24 de abril, data do primeiro alerta dado pela OMS (Organização
Mundial da Saúde) sobre o surgimento da nova doença,
até o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde
só havia registrado casos no país de pessoas que
tinham contraído a doença no exterior ou adquirido
de quem esteve fora. No dia 16 de julho, o Ministério
da Saúde recebeu a notificação do primeiro
caso de transmissão da Influenza A (H1N1) no Brasil sem
esse tipo de vínculo. Esse caso foi uma evidência
de que o novo vírus já estava em circulação
no território nacional.
2-
Como se prevenir da doença?
Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados,
como: lavar bem as mãos frequentemente com água
e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após
contato com superfícies, não compartilhar objetos
de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável
ao tossir ou espirrar.
3-
Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus
Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem:
febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares,
dores nas articulações e coriza. Por isso, não
importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe
comum ou a nova gripe. A orientação é,
ao ter alguns desses sintomas, procurar um médico ou
ir a um posto de saúde. Vale frisar que, na gripe comum,
a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase
100% evolui para a cura. Isso também ocorre na nova gripe.
Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após
contraírem o vírus em todo o mundo é, em
média, de 0,5%.
4-
Quando se deve procurar um médico?
Se a pessoa tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor
de cabeça, dores musculares, dores nas articulações
e coriza, é fundamental procurar, o mais breve possível,
um médico ou um serviço de saúde, como
já se faz com a gripe comum.
5-
Quem pode pegar a doença?
Quanto à transmissão, a Influenza A é semelhante
à gripe comum. Porém, há um grupo de risco,
composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes,
pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar
ou renal crônica, deficiência imunológica
(como pacientes com câncer ou em tratamento contra AIDS),
pessoas com obesidade mórbida e com doenças provocadas
por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
6-
O que fazer no caso do surgimento de sintomas?
Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar
um médico ou o serviço de saúde mais próximo
para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento
ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes
sob tratamento médico deverão ser encaminhados
a um hospital de referência.
7-
Existe vacina contra a gripe suína?
O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde
do Governo do Estado de São Paulo, é responsável
no Brasil por desenvolver as vacinas contra a gripe comum e
estará à frente também do desenvolvimento
da gripe contra a influenza A (H1N1). A vacina estará
disponível no próximo ano. Além de desenvolver
o medicamento, o Ministério da Saúde avaliará,
junto ao Butantan, a necessidade de comprar vacinas prontas
de outros fabricantes. Lembre-se: não se deve tomar medicamentos
sem autorização médica. A automedicação
é prejudicial à saúde e pode fazer com
que o vírus se torne resistente. Caso existam os sintomas,
é prioritário procurar orientação
médica. Só um profissional da área está
habilitado a prescrever a medicação certa.