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AGORA É LEI: AMBIENTES FECHADOS DEVEM FICAR LIVRES DO FUMO

A Organização Mundial da Saúde – OMS – diz que a melhor forma para proteger as pessoas que sofrem com o tabagismo passivo é proibir o ato de fumar em recintos coletivos. O Brasil começou a seguir esse conselho em 1996, quando criou uma lei que proibiu o fumo em locais onde há fluxo ou permanência de pessoas. Contudo, a lei ainda permitia áreas reservadas exclusivamente para os fumantes.
Mas agora um grande passo no combate ao fumo será dado no estado de São Paulo: a partir do dia 7 de agosto de 2009 entra em vigor uma nova lei que bane – proíbe – o fumo em ambientes fechados, sejam eles públicos ou privados. O texto também proíbe a criação de áreas fechadas para fumantes – os populares “fumódromos”. Dentre os locais com restrição ao fumo estão bares, boates, restaurantes, hotéis, escolas, museus, áreas comuns de condomínios, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, repartições públicas, hospitais e até carros de polícia e táxis.
O fumo nos espaços abertos desses locais será permitido se não houver toldos, telhados, paredes e divisórias, ainda que provisórios. Vale lembrar que a lei restringe, mas não proíbe o ato de fumar. O cigarro é autorizado dentro das residências, nas vias públicas e em áreas ao ar livre. Estádios de futebol também estão liberados, assim como quartos de hotéis e pousadas, desde que ocupados por hóspedes fumantes. A responsabilidade por garantir os ambientes livres de tabaco será dos proprietários dos estabelecimentos. Os fumantes não serão alvo da fiscalização.
Para evitar punições, os responsáveis pelos estabelecimentos devem adotar algumas medidas, como a fixação de cartazes alertando sobre a proibição e a retirada dos cinzeiros das mesas de bares e restaurantes como forma de desestimular o consumo de cigarros. Eles devem, também, orientar seus clientes sobre a nova lei e pedir para que não fumem. Caso alguém se recuse a apagar o cigarro, a presença da polícia pode ser solicitada. Em caso de desrespeito à lei, o estabelecimento recebe multa, que será dobrada em caso de reincidência. Se o lugar for alvo de cigarro uma terceira vez, será interditado por 48 horas. Em caso de nova reincidência, a interdição será de 30 dias.


O que dizem as pesquisas sobre o cigarro em ambientes fechados

• A fumaça que sai da ponta acesa de um cigarro é um perigo! Uma baforada contém substâncias tóxicas em quantidades maiores do que a fumaça tragada pelos fumantes. O nível de alcatrão, por exemplo, é até 50 vezes maior. Os níveis de nicotina e de monóxido de carbono são três a cinco vezes maiores. Além disso, a fumaça responde por cerca de 95% dos elementos cancerígenos transportados pelo ar em recintos coletivos.
• Não há sistema de ventilação ou filtragem do ar capaz de eliminar a exposição e os riscos decorrentes do tabagismo passivo. A fumaça do cigarro também fica impregnada nos ambientes, exalando um cheio muito desagradável.
• No fim do dia, as pessoas que trabalharam onde é permitido fumar terão respirado o equivalente a dez cigarros, o que aumenta em cerca de duas vezes o risco de infarto do miocárdio, e em seis vezes o risco de câncer de pulmão.


Por isso, lembre-se: vale muito a pena ficar sem o cigarro. A saúde agradece!


   
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