O exemplo
de superação das Paraolimpíadas de Pequim
Logo
depois que as Olimpíadas de Pequim terminaram, teve início,
em setembro, outro evento esportivo ainda mais emocionante:
as Para-olimpíadas. As modalidades foram disputadas nos
mesmos locais onde aconteceram os jogos olímpicos, mas
os atletas eram especiais: todos pos-suíam algum grau
de deficiência física ou mental.
O Brasil encerrou sua participação nas paraolimpíadas
de forma bri-lhante. A delegação nacional terminou
a competição em nono lugar no quadro de medalhas,
com 47 pódios. No total, foram conquistadas 16 me-dalhas
de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. Esse foi o melhor resultado
do Brasil numa paraolimpíada. A delegação
brasileira também foi a maior já registrada: eram
277 atletas disputando as provas.
O destaque do Brasil foi o nadador Daniel Dias, que ganhou nove
meda-lhas na natação, sendo 4 ouros, 4 pratas
e 1 bronze. Além disso, o na-dador bateu recordes mundiais
e olímpicos. Não há limitação
que impeça Daniel de vencer. O atleta paulista tem má
formação congênita dos membros superiores
e da perna direita. Atualmente com 20 anos, Daniel começou
a praticar a natação aos 16. Ele também
foi recordista de medalhas de ouro nos Jogos Parapa-namericanos
do Rio de Janeiro, com oito.
Os primeiros Jogos Paraolímpicos aconteceram em 1960,
em Roma. As modalidades disputadas em Pequim, em 2008, foram:
atletismo, basquete em cadeira de rodas, ciclismo, esgrima em
cadeira de rodas, futebol de 5 e de 7, goalball, judô,
halterofilismo, hipismo, natação, remo, rugbi
em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, tênis
de mesa, tiro e tiro com arco, vela e vôlei.